A primeira vez que entendi da vida
o seu sentido
foi quando criança
furei os olhos de um gato
e ele continuou vivo e
nunca mais teve medo de cães,
e os cães deixaram de fazer parte de seus temores
De lá pra cá
fui percebendo que as coisas permanecem
vivas e existentes apesar da aparente ausência
que o que realmente existe, é aquilo que desejamos que exista
(...)
A segunda vez que entendi da vida o seu sentido
foi quando, já adulto, me arrancaram o coração e me apunhalaram sete vezes
e sangrando tive que seguir em frente
De lá pra cá
aprendi a achar, no escuro e na dor, aconchego
mesmo sendo capaz de decifrar mensagens
em nuvens,
apreciar um dia de sol em pleno inverno
ou se emocionar com um riso sincero de uma criança...
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